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Entrevistando Marcel no CBBS News!

maio 27, 2021

Vejam como foi a conversa entre Luna e Marcel nesta edição do CBBS News!

Luna: Encerrando as entrevistas da CBBS estou com o Marcel, que é o capitão e jogador da INTZ. A INTZ é uma equipe que dispensa apresentação no Brawl Stars, vocês são a equipe brasileira dominante no cenário competitivo desde o seu início e em todas as entrevistas ao longo da CBBS a galera sempre comenta sobre vocês o do quanto a equipe é consistente. Inclusive você foi o jogador mais difícil de conseguirmos conciliar um horário pra fazer a entrevista. Todo mundo conhece vocês mas quem olha de fora não consegue saber ao certo o quanto custa estar num nível tão bom e constante. Fala um pouco pra gente sobre sua rotina e como vocês se preparam como equipe para os campeonatos.
Marcel: Bom, todos os dias de segunda à sexta a gente tem treinos
às 15h, às 19h e às 21h e separamos em trios, normalmente a gente reveza mas em ordem normalmente no treino das 15h jogam o Edinho, o FireCrow e o Tufa, no treino das 19h jogam eu, Edinho e o Fire e no treino das 21h jogam eu, Fire e Tufa. Nos finais de semana temos um treino a menos, então a gente só joga os da noite porque às vezes temos alguns compromissos e não podemos jogar e sempre que tem algum campeonato a gente foca em definir os bans. Todas as equipes contra as quais a gente joga tentamos treinar os mapas e composições e com três treinos por dia da pra treinar bastante composição, mapa e o Hypes, que é o coach, organiza tudo pra gente então é bem tranquilo, a gente só chega, joga e foca na nossa jogatina porque óbvio que temos algumas comps, temos conhecimento mas se a gente não quiser pensar não precisamos porque temos o Hypes pra fazer isso pra gente.

Luna: Interessante porque como vocês são o time mais conhecido, também é mais fácil estudar vocês, todo mundo vê vocês jogando muito em diversas competições, então ter essa diversidade é essencial não apenas pra dominar bem o jogo mas pra surpreender o adversário.
Marcel: Exatamente, esse é um dos maiores problemas em ser um top time, você fica muito em evidência, todo mundo olhando pra você e vendo o que você vai fazer. Tem muito time esperto que já está ligeiro nas composições, já quer counterar, já quer pegar outras coisas e a gente sofre muito porque quando vem uma comp counter, no cenário que estamos atualmente é complicado ganhar mesmo que você seja melhor do que o outro time, a comp é muito importante então a gente tem que pensar muito mais em comp do que na jogabilidade em si.

Luna: E o que vocês esperam do jogo dessa sexta-feira contra Renegados?
Marcel: Eu acho que dos times que estão classificados é o time mais difícil. Jogamos contra eles no mundial na fase classificatória e foi 2 a 1 bem pegado, bem difícil, eles estão jogando muito bem, estão mostrando pra o que vieram. Ainda mais agora com o Jubileu e o Mohtep que completaram 16 anos e a gente tá bem confiante, mas temos que ficar espertos, sabemos que não podemos vacilar.

Luna: Na verdade vocês não tiveram na CBBS um momento em que pudessem ficar muito tranquilos, desde a fase de grupos vocês pegaram pedreira com Underrated, Virtue e Brawl Hunters que chegou surpreeendendo na hype do Dolinho, que se destacou de cara, mas todo mundo sabe que vocês jogando sério é difícil bater de frente. Uma coisa que comentaram é que até um ano atrás havia uma maior predominância da INTZ e depois mais times começaram a crescer. Teve um tempo que a Red Canids disputou com vocês, esse ano podemos citar a Aphelion que no mundial um mês um de vocês vence a qualify do mundial, e revezam… Você acha que o competitivo brasileiro está fortalecendo ou é um momento do jogo em si.
Marcel: Ele tá com certeza fortalecendo muito, dá pra notar muita diferença desse ano pro ano passado porque ano passado era praticamente B4 e INTZ que disputavam no mundial principalmente e agora você tem que ficar esperto com todo mundo. Mês passado mesmo a Underrated ganhou da Aphelion, que ganhou as duas primeiras finais mensais. Então assim, todos os times estão espertos e tem que pensar muito em comp, porque é muito importante. Acho que tá todo mundo melhorando em conjunto, todo mundo ficando cada vez melhor, cada vez mais focado e com certeza ficando mais difícil sempre mas isso é muito bom pro competitivo e é muito bom ver a região do Brasil e Latam jogando assim.

Luna: O que você gostaria de ver no cenário e que sente falta, que fortaleceria o competitivo?
Marcel: Eu acho que precisa ter mais organizações porque a gente tem vários times que não tem nenhuma organização, que estão por si próprios e não tem uma empresa por trás pra dar suporte, pra ajudar. Nós temos a INTZ que dá um suporte ótimo pra gente, mas tem muitos times bons aqui que não tem nenhuma organização e estão jogando, montaram time e estão se virando. Ia ser muito bom se mais organizações olhassem pra gente, pro Braw Stars e ajudasse os players porque tem muita gente por aí com muito talento.

Luna: Mudando um pouco o foco, indo pro lado pessoal eu vejo que a sua mãe é uma pessoa bastante ativa e participativa na comunidade, ela é uma querida que está sempre no Twitter acompanhando e divulgando os jogos, tá sempre dando uma força. Fala um pouco pra gente a respeito da importância desse apoio. Como filho como você trabalhou isso junto à sua família pra ter o apoio deles na realização do seu sonho de ser jogador?
Marcel: Olha, eu sei que é muito difícil pra muita gente mas depois que eu comecei a me provar no jogo e ela começou a perceber que eu estava ganhando as coisas, daqui a pouco vindo contrato, porque como eu sou menor de idade tem que ir no nome dela pra assinar, ela começou a ver que era algo sério, um trabalho mesmo. Ela não só respeitou como decidiu fazer parte, então ela participa da comunidade, aparece em várias lives, conversa com todo mundo e isso é muito importante. Eu sei que tem muita gente que joga e joga muito bem e não tem muito apoio dos pais, ou não tem apoio nenhum e os pais querem que parem de jogar… está disperdiçando um talento porque o cenário de esports dá muito dinheiro. Não estou falando que o Brawl Stars especificamente dá muito dinheiro mas dá pra você ganhar dinheiro e ter apoio dos pais pra você treinar e ganhar os campeonatos sem ninguém ficar cobrando de você durante esses horários é muito bom porque realmente você precisa ter esse tempo livre e focado no jogo, que acaba sendo o seu trabalho.

Luna: Bom, como jogador você está profissionalmente, e no seu tempo livre o que você costuma fazer?
Marcel: Atualmente eu to gostando bastante de jogar Valorant e adoro ficar em call com meus amigos e ver séries. Como não to saindo atualmente é isso, fico com os amigos, ouço música enfim.

Luna: O Marcel é um cara normal, que bom!! Muito obrigada pela sua participação e desejar boa sorte pra vocês nos jogos de sexta e sábado. Se você quiser deixar uma mensagem ou um recado pra alguém, agora é o momento.
Marcel: Eu quero agradecer o meu time, por ser um time muito OP, tamo junto, time!! E também reclamar e falar que o Caiozera é um lixo e tem que parar de descobrir nossas comps e counterar a gente na Aphelion!!

Muito legal a conversa com o Marcel e não percam, amanhã, dia 28/05, a semi-final competição!

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Nos vemos na Arena!