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Entrevista Royale com Guuh!

março 15, 2021

Luna: Na terceira entrevista desta semana estou com o Guuh, que é o capitão do King of Kings. Guuh, se apresenta pra gente e fala um pouco sobre a sua equipe.
Guuh: Sou o Guuh e sou o manager da equipe brasileira do King of Kings e capitão da equipe na CBCR. Estou a bastante tempo no cenário, fui o criador do Evolution Gaming e estava sozinho na staff do time por muito tempo e decidi que não dava mais pra continuar daquele jeito então procurei alguma equipe pra me dar suporte e condições de brigar por títulos nas principais competições do Brasil. Eu fui atrás do King of Kings e estamos juntos hoje jogando a CBCR.

Luna: A equipe principal do King of Kings é de qual país?
Guuh: King of Kings é do Peru. Foi uma fusão entre Urban, Dark Warriors e Warriors Peru

Luna: É uma equipe que vai se manter no cenário brasileiro? Vocês pretendem continuar a disputar outras competições por aqui?
Guuh: Sim, a intenção é essa, tanto que os CEOs da equipe perguntaram sobre outros campeonatos e se tiver competições que valham a pena participar no Brasil vamos continuar com certeza. Agora se vamos montar outras lines para competições como uma KOA que surgir ou outro campeonato bom, vai depender das competições que aparecerem.

Luna: Você falou das dificuldades de manter um time. Na última edição vocês competiram como Evolution Gaming e como na época havia a possibilidade de negociar com outras equipes você foi atrás de alguém que pudesse ajudar a manter a equipe. O que você acha que falta para que as equipes consigam se manter aqui no Brasil?
Guuh: Eu acho que em relação ao jogo falta público. O público é quem vai trazer patrocínio e com patrocínio que a gente vai conseguir manter um time forte, sem patrocinador a gente não consegue contratar jogadores e staff. Os times que tem investimento ficam muito acima dos times que não tem. Se tivéssemos mais público conseguiríamos patrocínio para muito mais equipes e o cenário ser mais equilibrado.

Luna: O que os times de modo geral podem fazer pra conseguir atrair maior público pro competitivo de Clash Royale?
Guuh: Acho que vai muito da hype do jogo em si e da publisher do jogo. Em 2018 Clash Royale estava em alta. Se tivéssemos uma CBCR naquela época hoje teríamos muito mais equipes fortes que ajudariam a manter o público, hoje não tem muito criador de conteúdo em equipes, não tem criador pequeno que não foque em competições. Por exemplo o King Joe é um ótimo streamer só que é streamer de competição então não tem muito como uma equipe contratar pra criar conteúdo próprio para o time.

Luna: Para ser um streamer de equipe é necessário haver uma identificação com a equipe. Lembro quando o Bruno Clash foi streamer do Omega, fazia diversos eventos para a equipe, com camisa da equipe e tudo. Acho que a maior referência que temos hoje é o Artube com a sua ligação com o Team Solid, que também vai nessa pegada do streamer de time.
Guuh: Sim, o Bruno era o ícone do Omega! Também na época do Avengers Pride que tinha o Caue, Flakes e Clash com Rafa. Havia muitos streamers que traziam público e o time contratava. A própria Caju criou o clã dela e tinha pessoas que organizavam o clã e ela trazia público. O Artube no início, que foi bem difícil crescer, o Team Solid ajudou bastante, tanto com estrutura, lembro de uma live que o Artube tava com o celular ruim e ele ganhou um celular do Marcos e abriu em live, agora acho que o Artube ajuda muito mais o Solid.

Luna: Hoje o King of Kings é o terceiro no grupo e vocês jogam contra o Shot na próxima quarta-feira. Como vocês vem pra essa partida e de modo geral e para as próximas partidas em busca da classificação?
Guuh: Eu acho que aquele nosso primeiro jogo nós tivemos um baque porque não é bom perder por wo. Então depois daquele jogo a gente meio que acordou, mas perdemos para o Os De Sorte e tivemos outro baque, então tivemos uma boa discussão entre a staff pra ver o que precisávamos melhorar, tanto que cogitamos a possiblidade de fazer uma substituição na janela de transferências pra mudar o 2v2. O jogo contra o Bisturi foi um teste pra uma possível mudança, mas deu tudo certo e vamos manter o time assim até a final. Para os próximos jogos a gente que ir pra conseguir a classificação em primeiro lugar porque já se garantir na semifinal é algo muito bom, não correr risco e garantir vaga na Copa América, além de não pegarmos o Virtue Gaming que é a equipe que gostaríamos de jogar na final, pra ser uma final épica, então vamos em busca da vitória nos três últimos jogos pra fechar em primeiro lugar no grupo sem depender de nenhum resultado dos jogos das outras equipes.

Luna: Normalmente eu pergunto para as equipes se tem algum destaque dentro do time, mas olhar a line do King of Kings é um absurdo porque todos na line são muito conhecidos e jogam muito bem. Como é pra vocês gerenciarem um grupo de tanto renome como esse grupo que vocês tem hoje?
Guuh: Na montagem da equipe não tem só os jogadores, o controle de grupo se dá muito pela staff e nós contratamos os melhores coaches do cenário, com Aaron e Lampião. Não adianta ter os melhores jogadores do mundo e não ter uma staff que consiga gerenciar esses jogadores.

Luna: Na entrevista que fiz semana passada com o Raiden ele comentou a respeito de equipes que se montaram pra CBCR e não devem se manter pelo alto custo. Você acha que essa afirmação serve para o King of Kings ou vocês vão manter essa base para disputar outras competições também?
Guuh: Nós tínhamos 3 jogadores que eram da equipe principal do King of Kings e 2 jogadores que foram contratados para a CBCR. O Lucas é um jogador muito bom que contratamos para a CBCR e que tem também a possibilidade de mantermos em outras competições. Não vai ser difícil manter o time, ou pelo menos manter o nível, se não mantivermos algum jogador, manteremos o nível ou contrataremos alguém melhor.

Luna: Pra encerrar, que dica você daria aos times que estão no cenário e não sabem como encontrar patrocínio?
Guuh: Invistam na imagem do seu time. Se a sua equipe tem uma imagem boa nas redes sociais fica mais fácil você conseguir patrocínio, a primeira coisa que eles vão olhar é se a sua equipe tem alguma estrutura e se eles vão ter retorno ao patrocinar a sua equipe. Acho que o principal é cuidar da imagem e dentro das possibilidades montar uma boa equipe com o que você tem. No Evolution os jogadores e staff não recebiam, íamos aos trancos e barrancos e hoje estamos aí no King of Kings.

Luna: Quero agradecer à vocês e todo o engajamento, King of Kings é uma equipe que sempre posta nas redes sociais a respeito dos jogos, sempre participam mandando vídeo pra chamada do jogos e até no site vocês mandaram as fotos de todos do time inclusive com o uniforme da equipe e isso ajuda muito nesse trabalho de marketing que como você falou é super necessário para trazer investimentos.
Guuh: Obrigado. Para os próximos jogos vamos também tentar colocar os jogadores para aparecerem em câmera durante as partidas, não fizemos isso ainda porque passamos por um baque como falei e então nos preocupamos com risco de problema de internet, mas vamos tentar trazer agora os jogadores para ajudar na transmissão.

Muito legal a conversa com o Guuh e esperamos continuar com essas entrevistas ao longo da CBCR!

Canal da Transmissão da CBCR:

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Nos vemos na Arena!